PCMG prende dois homens por fraude documental em Sabará

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante dois homens, de 41 e 59 anos, na sexta-feira (23/10), em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Eles são suspeitos de utilizar documento falso para obter uma procuração pública destinada à negociação de um imóvel situado em Lagoa Santa, também RMBH.

O trabalho investigativo teve início após funcionários de um cartório de notas em Sabará desconfiarem da autenticidade da identidade apresentada por um dos suspeitos que pretendia lavrar a procuração em benefício de um terceiro.

Acionados, policiais civis abordaram o homem de 59 anos logo após sua saída do estabelecimento. Com ele, foram encontrados o documento suspeito e a procuração recém-lavrada, que concedia poderes ao titular para realizar atos relacionados com a negociação imobiliária.

O investigado admitiu ter utilizado um documento de identidade com sua fotografia, mas em nome de outra pessoa. Ele também informou que receberia R$ 10 mil pelo serviço, caso a venda do imóvel fosse concretizada.

Investigação 

As apurações indicam que o segundo investigado, de 41 anos, teria participado da organização da fraude, fornecendo a documentação e orientando o outro sobre os procedimentos para a obtenção da procuração. A suspeita é de que eles tenham dividido as tarefas, cabendo ao homem de 59 anos apresentar-se falsamente como titular do documento no cartório.

Após a abordagem do primeiro suspeito, os policiais localizaram o homem de 41 anos nas proximidades do cartório. Com ele, foram apreendidos dois celulares, diversos chips telefônicos, uma identidade pertencente a terceiro e outros objetos que serão analisados no decorrer da investigação.

Consultas aos sistemas oficiais de identificação apontaram divergências entre o documento apresentado e os registros do verdadeiro titular, reforçando os indícios de falsificação.

Prisão preventiva

Os dois homens foram autuados em flagrante pelo crime de uso de documento público falso, em concurso de pessoas. Em relação ao investigado de 41 anos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, considerando indícios de reiteração delitiva em crimes da mesma natureza. O pedido será analisado pelo Poder Judiciário.

As investigações continuam para esclarecer a origem dos documentos falsificados, verificar se há mais pessoas envolvidas e apurar se o mesmo método foi utilizado em outras negociações imobiliárias.

PCMG

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